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Síndrome do Impacto Posterior do Tornozelo

 

A síndrome do impacto posterior do tornozelo corresponde a um grupo distúrbios clínicos caracterizados por dor posterior do tornozelo durante a flexão plantar, movimento do pé para baixo. A dor normalmente é consistente, aguda, e pode irradiar, porém costuma ser difícil para os pacientes indicar a localização a sua exata localização. Em pessoas que realizam atividades esportivas que exigem flexão plantar repetitiva, como dançarinos, jogadores de futebol, tênis, saltadores e corredores as queixas são mais comuns.

 

A dor normalmente surge na região posterior do tornozelo, seta azul, quando este movimento é realizado.

Nos praticantes de atividade física, principalmente nos atletas, o impacto pode se manifestar agudamente após uma flexão plantar forçada ou de forma insidiosa, após uso excessivo. Na apresentação aguda, o surgimento de dor intensa e inchaço podem se manifestar logos nos primeiros dias ou semanas após a lesão. Na forma crônica, mais comum, os sintomas mais brandos, podem atrasar o exato diagnóstico. Tanto em atletas, como em não atletas, variações anatômicas podem estar implicadas no desenvolvimento da patologia.

Uma história completa e um exame físico são essenciais para o diagnóstico. O exame deve incluir um exame neurovascular completo, avaliação da força e movimento. A evolução tecnológica, principalmente no que se refere ao avanço da qualidade das imagens permitiu uma melhor avaliação e identificação mais precisa do diagnóstico. Raios-X simples padrão, tomografia computadorizada e a ressonância magnética são importantes para o diagnóstico.

Alterações anatômicas que podem contribuir para a lesão:

• Processo de Stieda (prolongamento poseterior do tálus)
• Os trigonum (osso acessório)
• Osteófitos
• Corpos livres
• Condromatose
• Coalizão subtalar
• Lesão osteocondral

Processo de Stieda, visto na imagem de RX

Processo de Stieda, visto na imagem de Ressonância Magnética

OS TRIGONOS, visto na imagem de RX

O tratamento conservador pode ser indicado na fase inicial, no entanto, aproximadamente 40% dos pacientes eventualmente requerem intervenção cirúrgica devido à dor intratável no retropé. A cirurgia é indicada para pacientes após a falha do tratamento conservador. A reabilitação deve ser iniciada logo após o procedimento, e deve incluir a mobilidade articular do tornozelo tão logo tolerado pelo paciente. Normalmente, a imobilização do tornozelo não é necessária. Na presença desses sintomas, a avaliação pelo seu ortopedista de confiança fundamental para evitar progressão da patologia.

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Dr. Rodrigo Macedo

Ortopedista e Traumatologista
Cirurgião de Pé e Tornozelo

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Rua Pamplona 145 Conj. 1608
Jardim Paulista
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