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Osteoma Osteóide

 

Descrito inicialmente em 1935, o osteoma osteoide é um tumor ósseo benigno observado com mais fre¬quência nos membros inferiores de crianças ou adultos jovens, sexo masculino, com idade entre 10 e 25 anos. Essa tumoração consiste em uma proliferação anormal de tecido ósseo osteoblástico, células responsáveis pela formação óssea. Quando essa lesão ultrapassa um tamanho de 2 cm, a alteração é descrita como um osteoblastoma.

A apresentação clínica mais comum é dor localizada, principalmente a noite, que pode ser amenizada pelo uso de antiinflamatórios não hormonais ou aspirina. O local mais comum de acometimento é a região cortical, porém pode ocorrer na região subperiosteal ou endosteal. É uma lesão osteoblástica, “borda do osso”, e frequentemente pode ser vista no exame de raio X, caracterizada por seu pequeno tamanho e pela presença de bordos escleróticos, bem delimitados. Entretanato devido ao pequeno tamanho, muitas vezes a Tomografia Computadorizada é o exame de eleição para o diagnóstico.

No pé, a incidência desse tumor varia de 2 a 11%, sendo o tálus o osso mais acometido, como demonstrado na figura abaixo. Em crianças, a dor pode ser mínima ou mesmo ausente. Esse tumor produz uma resposta inflamatória crô¬nica e intensa nos tecidos adjacentes e, no tecido ósseo, provoca a formação de reação periostal, esclerose óssea e sinovite. Os sintomas costumam responder bem ao tratamento medicamentoso, de forma sintomática, mas o tratamento definitivo costuma ser cirúrgico ou através de radioablação. Na presença desses sintomas ou diagnóstico, procure seu ortopedista de confiança.

 

Figura demonstrando osteoma osteóide no tálus,
identificado pela seta.

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Dr. Rodrigo Macedo

Ortopedista e Traumatologista
Cirurgião de Pé e Tornozelo

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