Barra Talocalcânea

As coalizões do tarso, mais conhecidas como barras, têm uma prevalência de 1% a 2% na população, embora existam estudos com prevalências acima de 10%. As coalizões do tarso tipicamente causam achatamento gradual do arco longitudinal, que deixa o pé com aspecto de “pé chato”, e rigidez da articulação subtalar.
 

Apesar do achatamento do pé, a dor, que está presente em apenas cerca de 25%, é o principal determinante para definir se o indivíduo irá precisar de tratamento. A dor pode ser sentida em um ou mais locais, incluindo o local da coalizão, a articulação do tornozelo, as articulações da Chopart (talonavicular e calcaneocubóide), o seio tarso e medialmente sob a cabeça do tálus com o pé fletido para baixo. A dor no local de uma coalizão fibro-cartilaginosa implica inflamação na coalizão ou adjacente a ela. Dor na articulação do tornozelo ou nas articulações de Chopart implica inflamação transferida por estresse a essas articulações. Finalmente, a dor sob a cabeça de um tálus ou no seio tarso é característica de um pé chato em um paciente com encurtamento do tendão de Aquiles.

O tratamento das barras vem evoluindo com o passar dos anos. Como o objetivo do tratamento é aliviar a dor e não simplesmente eliminar a coalizão o tratamento inicial recomendado não é cirúrgico. Isso pode ser feito através da mudança de calçados, exercícios para alongamento da cadeia posterior e modificação ou adaptação de atividades.

A cirurgia é indicada quando o tratamento não operatório falha no alívio da dor. Relatos iniciais recomendavam tratamento com artrodese, fusão óssea na articulação. Entretanto a ressecção da barra com preservação do movimento pode ser realizada muitos casos, desde que se observe o tamanho da fusão, o posicionamento do pé e o grau de degeneração articular. A partir da análise completa da lesão associado ao posicionamento do pé e principalmente com os sintomas que o paciente apresenta, pode-se tomar a melhor decisão.

 
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