Artrose do Tornozelo
maio 14, 2020

Fratura da Base do 5º Metatarsal

A fratura dos metatarsais estão entre as fraturas mais comuns do pé. Dentre estes ossos, o quinto metatarsal é o mais acometido, e dentre as fraturas desse a osso, a maior parte está localizada na sua base. Essas fraturas são classificadas e tratadas de maneira diferente a depender da sua classificação e mecanismo de lesão. Normalmente são divididas em zonas I, II e III e merecem atenção individualizada. As figuras a baixo, demonstram a esquerda uma fratura e à direita as diferentes possíveis regiões:
As fraturas da zona I e II possuem comportamento semelhante, principalmente por compartilharem de uma rede de vascularização muito parecida. Ambas regiões, costumam fraturar em associação com trauma torsional do pé. Elas respondem de maneira satisfatória ao tratamento conservador na maior parte dos casos, seja com sandália ortopédica de solado firme (figura abaixo à esquerda) ou através do uso de botas ortopédicas (figura abaixo à direita), a depender de outros acometimentos associados. A liberação de carga costuma ser imediata, conforme tolerância a dor. Um período entre 6 a 8 semanas, parece ser suficiente para que ocorra consolidação óssea.

As fraturas da Zona III, acontecem numa região de pior qualidade vascular, e estão associadas a atividades de impacto com sobrecarga crônica na região afetada. Normalmente os pacientes apresentam sintomas prodrômicos (prévios a fratura), que sugerem essa associação. Por estar relacionada a sobrecarga, esse tipo de fratura é mais comum em jovens, praticantes de atividades esportivas de impacto, em especial corridas de longa distância e o futebol, mas outras atividades também estão implicadas na gênese dessa lesão.

Importante ressaltar que muitas vezes, devido a demanda desse paciente, o tratamento conservador, sem cirurgia, pode falhar nesses casos, podendo estar indicado o tratamento cirúrgico, de forma individualizada, a depender da necessidade de paciente, de forma a aumentar as chances de consolidação óssea e retorno precoce às atividades esportivas.

A opção normalmente utilizada nesses casos é a fixação intramedular com parafusos (figura a baixo à esquerda), associado a adjuvantes para estimular a consolidação óssea. O retorno às atividades deve ser precedido de cuidados com fortalecimentos e treinamentos específicos, visando melhorar a aderência do pé ao solo, de forma a diminuir a sobrecarga lateral (figura a baixo à direita, demonstrando que o apoio lateral do pé provoca sobrecarga nesta região).

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