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Fasceíte Plantar

Uma das causas mais comuns de dor nas solas dos pés, essa doença é popularmente conhecida como esporão do calcâneo. Afeta entre 3,6 a 7,0% da população, principalmente os 40 e os 60 anos de idade, sendo distribuída igualmente entre os sexos feminino e masculino. A fasceíte plantar é na maioria dos casos unilateral, afetando tanto o calcanhar esquerdo como o direito. Entretanto pode ocorrer de forma simultânea em cerca de um terço dos casos.

A fáscia plantar corresponde a um tecido espesso, que recobre a base do pé, estendendo-se do calcâneo até os dedos. Ela atua absorvendo impactos e dá suporte mecânico ao pé. A fasceíte geralmente ocorre após estresses repetitivos na região da planta dos pés, que provocam microtraumas na fáscia plantar, levando a inflamação e consequentemente a dor na área lesada.

A sobrecarga repetitiva, que leva a microtraumas na região da fáscia plantar é principal causa, e as alterações relacionadas a este fato devem ser investigadas, tais como: Obesidade, atividades esportivas que exigem corrida, salto ou pulo, permanência por longos períodos em pé, padrões anômalos da marcha relacionados a pés cavos ou planos e a um encurtamento da cadeia muscular posterior. Entretanto causas sistêmicas não devem ser descartadas, principalmente aquelas relacionadas a doenças inflamatórias ou tumorais. Seja através de calçados inadequados, atividades de impacto, sobrepeso e alterações na marcha, a queixa principal, costuma ser a dor ao pisar, principalmente ao acordar ou após longos períodos de repouso.

O diagnóstico é dado clinicamente, através da coleta de uma história detalhada associado a um exame físico minucioso. Eventualmente alguns exames subsidiários, tais como ultrassonografia, raios-X, cintilografia ou ressonância magnética, podem ser necessários, principalmente em casos refratários.

Os pilares do tratamento encontram-se em alongamentos específicos da cadeia posterior, calçados adequados, perda de peso e medicações para alívio da dor, associado a modificações no estilo de vida. Menos de 5% dos pacientes podem não responder as medidas iniciais, e podem necessitar de alguma outra terapia, como por exemplo ondas de choque ou intervenção cirúrgica.

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