Fasceíte Plantar
agosto 8, 2018

Fraturas por fadiga

Os nossos ossos estão em processo constante de remodelamento no intuito de se adaptarem a solicitações de cargas e energias que dissipamos em nosso sistema esquelético.

Entretanto quando essa carga supera os limites do “turnover” ósseo essa área torna-se frágil, e a manutenção de estímulos nessa região podem levar a fraturas que são denominadas fraturas por estresse.

Esse tipo de lesão, muito comum, ocorre principalmente em indivíduos que aumentam os ciclos e/ou carga dos exercícios nos membros inferiores de forma mais intensa que o organismo é capaz de tolerar.

Alguns outros fatores, como alterações hormonais ou da densidade mineral óssea (osteopenia ou osteoporose), devem ser pesquisados pois aliados as solicitações em excesso do aparelho locomotor, podem estar associados a gênese deste tipo de lesão.

Exames de Imagem

Imagens de raios-X a esquerda e uma ressonância a direita. Ambas são úteis no diagnostico desse tipo de lesão, porém a ressonância magnética tem a capacidade de mostrar alterações mais precoces.

Leves deformidades nos membros inferiores também podem levar a uma distribuição de carga inadequada, e nesse sentido estarem associados a esta patologia.

Algumas vezes estas lesões são detectadas através do exame físico associado a exames de imagens como o raio-x, entretanto, na maior parte dos casos elas podem passar desapercebidas e um exame de ressonância magnética torna-se necessário.

Atletas (profissionais ou amadores) em vigência de treinamentos, são o grupo mais acometido, principalmente quando o volume e intensidade do treino não respeitam o limite fisiológico.

É necessário um período de descanso entre os ciclos de treinamento, para permitir uma recuperação adequada das estruturas ósseas e musculares, possibilitando um treino em capacidade ótima com baixas chances de lesão.

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